Reduzir custos e obter poupanças
2018-02-02
Reduzir custos e simultaneamente melhorar a atividade das empresas é uma tarefa complexa e, a meu ver, dificilmente exequível sem planeamento estratégico. Quero com isto dizer que é fundamental gizar uma estratégia para a empresa, antecipar as circunstâncias da sua atividade e deste modo agir sobre a realidade, ao invés de reagir aos acontecimentos.

Todas as áreas de uma empresa são, à partida, passíveis de sofrerem uma racionalização de custos. No entanto, as pequenas despesas (telecomunicações, energia, seguros, automóveis, economato, etc.), no seu conjunto, representam um custo não negligenciável para as empresas. Além disso, é mais fácil intervir sobre estas despesas, pois em muitos casos não são vitais para o funcionamento das empresas.

Uma boa parte dos custos das empresas resulta da sua relação com os fornecedores, a qual deve estar sempre a ser avaliada e melhorada. Há que negociar com os fornecedores com regularidade, de forma a otimizar as condições do negócio e a obter prazos de pagamento mais favoráveis. Além disso, a centralização das compras num único departamento pode permitir uma redução das aquisições e obter melhores preços. Por fim, as empresas devem consultar regularmente o mercado, ter várias alternativas de fornecedores, estar atentas às renovações automáticas de contratos, trocar serviços ou bens através de parcerias e, claro, contestar sempre os aumentos de preços.

É também pertinente rever o plano de financiamento. Isto significa auscultar o mercado para verificar se se está, de facto, a usufruir dos produtos e serviços bancários mais adequados à empresa e com os preços mais competitivos. Importa analisar os detalhes dos contratos de crédito, nomeadamente no que diz respeito a taxas e comissões. Há ainda que procurar alternativas ao financiamento tradicional, como o capital de risco, os business angels ou o mercado de capitais. Deve-se também privilegiar o leasing à compra de equipamento como material de escritório, sistemas informáticos, mobiliário ou automóveis.

Há ainda que desenvolver um plano rigoroso de prevenção e controlo de custos. Isto passa, por exemplo, pela obrigatoriedade de autorização superior para qualquer aquisição, pela adoção de regras rígidas no uso de economato, pela introdução de planos de poupança energética, pela racionalização dos gastos com material informático, pela implementação de sistemas de gestão da qualidade e pela prevalência das comunicações on-line dentro das organizações.

Texto elaborado por João Rafael Koehler, Presidente da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários.
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