PIB de Moçambique cresce 8,8% no primeiro semestre

Maputo, 18 Set (Lusa) – O crescimento da economia de Moçambique abrandou no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2006, crescendo 8,8%, quando no mesmo período do ano passado tinha crescido 10%, disse fonte governamental.

O crescimento da economia de Moçambique abrandou no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2006, crescendo 8,8%, quando no mesmo período do ano passado tinha crescido 10%, disse fonte governamental.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, justificou o abrandamento da economia do país com os desastres naturais ocorridos no início do ano, notadamente as cheias no vale do Zambeze, centro, e o ciclone Flávio, que destruiu parte significativa das áreas turísticas da província de Inhambane, sul de Moçambique.

Apesar do crescimento global nos primeiros seis meses ter decrescido, a cifra atingida representa um passo importante rumo ao alcance da meta planejada pelo governo, que foi de 7%, reconheceu.

Segundo Cuereneia, os sectores que registraram maior crescimento no período em análise foram a Electricidade e Água (24,5%), Restaurantes e Hotelaria (17,1%), Transportes e Comunicações (16,1%), Comércio (14%) e Construção Civil (10,5%).

O sector agrícola, que emprega mais da metade da população activa moçambicana - o país tem 18 milhões de habitantes -, também cresceu 8,8%, contando com um financiamento que representa um aumento de 17 milhões de euros.

Devido às suas características, notadamente uma forte dependência em relação a fatores naturais e a falta de infra-estruturas, a área da Agricultura não tem recebido financiamento adequado, por o setor privado entender tratar-se de alto risco.

A produção de gado, por seu turno, cresceu 7,7%, mas as pescas caíram 8,2% e a silvicultura, 5,4%.

A taxa de inflação no primeiro semestre foi de 3,7%, e a previsão governamental para o ano de 2007 é de 6%, destacou o governante.

Durante os primeiros seis meses deste ano, o governo moçambicano aprovou 85 novos investimentos no valor de 1, 3 bilhão de euros, número que inclui o investimento a ser feito pela brasileira Companhia Vale do Rio Doce em Moatize (Tete, centro), que representa 83% do total anunciado.