Desenvolvimento: Brasil, Índia e China ganham peso no FMI
Brasil, China, Índia e outros países "emergentes" vão ganhar peso no conselho executivo do Fundo Monetário Internacional, em detrimento de potências como Reino Unido, França e Rússia, anunciou hoje a instituição financeira de apoio ao desenvolvimento.
Na nova fórmula de repartição de poder no organismo de topo do FMI, hoje aprovada, também a Espanha vê os seus poderes reforçados, passando a deter 1,63 por cento do total de votos, mais 0,22 pontos percentuais do que até agora, segundo relata a agência EFE.
O Brasil fica com 1,72 por cento, México com 1,47 por cento e China com 3,81 por cento.
"O acordo de hoje é um grande passo em frente na modernização do Fundo", afirmou, após a apresentação do plano, o director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, citado pelas agências internacionais.
A negociação da repartição de poder no conselho executivo do FMI iniciou-se ainda no mandato do anterior director, Rodrigo Rato, e foram retardadas pelas reservas que foram sendo levantadas por países tradicionalmente influentes na instituição financeira, como Dinamarca, Holanda e os países produtores de petróleo do Médio Oriente.
A subida do peso do grupo dos chamados países emergentes é feito à custa da perda de influência de países como a França, Reino Unido, Arábia Saudita, Canadá e Rússia.
A fórmula hoje anunciada terá ainda de ser referendada, a 11 e 12 de Abril pela Assembleia de Governadores do FMI, composta pelos ministros da Economia e governadores dos bancos centrais dos 185 países membros.