China é mercado estratégico para o porto de Sines

A presidente do conselho de administração do Porto de Sines, Lídia Sequeira, disse hoje que a China é um mercado estratégico para o porto português e manifestou o desejo de levar mais armadores para a infraestrutura nacional.

“Hoje em dia, no ‘shipping” mundial, os crescimentos maiores de tráfego são com origem e destino no Oriente e na China em particular”, disse Lídia Sequeira à agência Lusa no final do primeiro de dois seminários realizados no centro de negócios do pavilhão português na Expo2010, em Xangai, na China.

 

A responsável realçou a importância de o porto de Sines ter “um serviço direto, todas as semanas, da China”, mas reconheceu que gostaria de “ter mais serviços de outras companhias”.

 

Lídia Sequeira explicou que é relevante que estes serviços façam “os principais portos da China e passem em Singapura” e, “depois, o primeiro porto de escala na Europa”, seja o de Sines.

 

Reiterando a “ambição” de o porto de Sines ser “a porta atlântica da Europa”, o tema dos seminários que decorrem na Expo2010, a presidente do conselho de administração referiu a este propósito que a infraestrutura tem vindo a crescer, apontando igualmente um conjunto de melhorias no porto, de que destacou o funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

 

O seminário, uma organização conjunta da AICEP Global Parques e PSA Sines, que opera o terminal de contentores do porto de Sines, contou hoje com a participação de cerca de 70 pessoas, entre empresários e representantes de instituições de Xangai ligados à actividade portuária.

 

O administrador executivo da AICEP Global Parques, Miguel Fontes, responsável pela zona industrial e logística de Sines, defendeu que Sines é uma “oportunidade muito interessante” para equacionar localizações alternativas portuárias como em captação de investimento direto que pretenda estabelecer sede em Sines.

 

Miguel Fontes defendeu ainda o trabalho articulado entre as três instituições para mostrar em Xangai ou noutro local “aquilo que o país tem para oferecer na captação desse recurso hoje escasso também que é o investimento estrangeiro”.

 

O diretor geral da PSA Sines, Jorge D’Almeida, lembrou que também que “a China está cada vez mais interessada” em controlar os centros de distribuição que tem na Europa e percebe que Sines cria “uma oportunidade dourada para se tornar uma porta de entrada das mercadorias chinesas na Europa”.

 

“Sines tem uma combinação que é única hoje na Europa: a possibilidade de ter um porto de águas profundas capaz de receber os navios maiores do mundo com a disponibilidade de espaço numa zona industrial e logística”, referiu, apontando que esta área é “cerca de oito vezes o tamanho” da Expo 2010.

 

A expo, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Melhor Qualidade de Vida), ocupa uma área de 528 hectares (dez vezes a Expo98, em Lisboa).

 

É a maior exposição universal de sempre, com a participação cerca de 240 países e organizações internacionais.

Portugal apresenta-se como “uma praça para o mundo” e “um mundo de energias” num edifício de 2000 metros quadrados revestido de cortiça que já foi visitado por mais de um milhão de pessoas.

 

2010-06-30

Lusa